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Vida Longa ao Centro de Cultura Social! Viva a Cultura e a Organização Popular!

Em 1966, durante as fortes chuvas que castigaram o Rio de Janeiro, a casa da Rua Torres Homem, 790, conhecida na época como Associação Baiana, abrigou dezenas de desabrigados do Morro dos Macacos que perderam suas casas e pertences. Nesse meio século, o espaço se tornou uma referência comunitária para a vizinhança e moradoras/es do bairro, chamado por muitas pessoas de “casa dos baianos”, onde aconteciam também bailes comunitários e partidas de futebol em sua quadra.

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No final de 2001, foi fundada a Biblioteca Social Fábio Luz em uma das salas da casa. Em 2003, o local foi ocupado por um grupo de pessoas com novas propostas, e passou a se chamar Centro de Cultura Social (CCS-RJ). Ao longo desses 13 anos vem abrigando diversos trabalhos, como uma oficina de panificação de bolinhos com jovens do Morro dos Macacos; a oficina de educação ambiental e reutilização de materiais para o “Boas Ideias Magníficos Ideais”, de Maurílio Birimbau; o grupo Luz do Sol, com atividades voltadas para jovens e crianças; um letramento escolar; um cineclube com debates entre jovens; uma cooperativa de fraldas; o pré-vestibular comunitário Solidariedade e o trabalho de educação popular infantil Germinar, ambos organizados pelo Movimento de Organização de Base (MOB); aulas de Kung Fu; o Grupo de Capoeira Angola Mocambo de Aruanda; um dos núcleos do grupo de consumo coletivo Rede Ecológica; o Bazar du Bom; oficinas de serigrafia; atividades de muralismo na fachado do CCS; a cooperativa de venda de livros Jataí e a Biblioteca Social Fábio Luz, utilizada por muitos pesquisadores e estudantes.

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Além desses trabalhos, o espaço do CCS é conhecido por suas inúmeras atividades comunitárias e de confraternização. Realizamos eventos como festas julinas, almoços, feijoadas de solidariedade, atividades culturais, encontros de pré-vestibulares comunitários, oficinas sobre os direitos trabalhistas, o evento de Rap Linha Cultural e outras festividades, mobilizando e animando tanto a comunidade quanto nossos voluntários. O espaço também é cedido aos moradores do bairro para suas festas familiares, a preços acessíveis. Assim, o CCS-RJ busca ser uma referência para a comunidade e a vizinhança, abrigando e apoiando iniciativas de geração de renda, bem como atividades culturais e de educação popular, dialogando e apoiando os movimentos sociais, os espaços comunitários locais e de outros bairros.

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Mas todo esse esforço de décadas está ameaçado. Apesar das diversas atividades sociais e culturais que sempre foram realizadas no local, a entidade gestora anterior nunca pleiteou a isenção dos valores absurdos do IPTU cobrados pela Prefeitura. O resultado foi que nunca conseguiram pagar o IPTU do imóvel e, quando a atual gestão assumiu o espaço, a dívida já era enorme e impagável.

É importante dizer que todo trabalho realizado no CCS-RJ não recebe nenhum tipo de financiamento público ou privado. Cada atividade é autossustentada com seus próprios recursos gerados a partir de contribuições de seus participantes e outras formas de geração de renda como venda de materiais, camisas ou doações. Para existir o CCS-RJ conta com muito esforço, solidariedade e trabalho voluntário. Para nós, um espaço com função social para a comunidade, como o CCS-RJ, não pode pagar valores altíssimos de IPTU, por isso nos negamos a pagar esta enorme e injusta dívida.

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Devido à dívida que se acumulou, o espaço poderá ser leiloado e o CCS-RJ despejado pela Prefeitura em um futuro muito próximo. Precisamos, portanto, nos organizar para evitar que esse histórico espaço comunitário de Vila Isabel seja fechado e entregue à especulação imobiliária. Vamos reunir a nossa comunidade no esforço de preservar o CCS-RJ e todos os seus trabalhos sociais e sonhos. Lutemos pela garantia de continuidade de funcionamento desse importante espaço comunitário.

O CCS-RJ encontra-se desde julho em assembleia permanente de resistência, fazendo atividades de mobilização junto com as pessoas que querem ver esta casa viva e popular por muitos e muitos anos. Venham nos visitar, as portas estão abertas para todas e todos que queiram chegar junto e apoiar.

Estamos também lançando uma campanha!

Demonstre seu apoio ao CCS colocando a hashtag #euapoioccs! Vamos pressionar nas ruas e nas redes, a manutenção desse espaço popular!

CCS Resiste!

#euapoioccs

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DEMONSTRE SEU APOIO AO CCS! TIRE UMA FOTO COM HASHTAG #euapoioccs e venha se organizar nas assembleias comunitárias de resistência que estão acontecendo no espaço.

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Primeiro de Maio, dia dos trabalhadores!

1o de Maio é dia de se lançar às ruas e comemorar as grandes lutas: greves, ocupações, manifestações, mobilizações etc. É uma data para relembrarmos reivindicações e campanhas organizadas pelo povo para exigir e conquistar direitos e condições de trabalho mais dignas.

A origem da data está em 1886, quando as mobilizações pela jornada de 8 horas foram brutalmente reprimidas pela polícia e 5 operários são condenados à pena de morte.

Devemos manter este dia em nossa memória, para não esquecer que o povo sempre é forte quando se organiza para combater as injustiças sociais, resolver seus problemas pela ajuda-mútua, resistindo assim aos interesses capitalistas dos patrões, que enriquecem com a exploração das vidas e do trabalho do povo. O 1o de Maio pertence às trabalhadoras e trabalhadores do campo, da cidade, aos trabalhadores informais, sem carteira assinada, aos camelôs. Pertence aos homens e mulheres que sobrevivem terceirizados, sobretudo negros e negras, em condições de trabalho precarizadas e sofrendo os abusos de suas empresas. Aos professores de escolas públicas, com baixos salários e péssimas condições de trabalho. Pertence aos prestadores de serviço, balconistas, caixas, operadores de telemarketing e todos aqueles que não se conformam com o desrespeito e exploração a que são submetidos diariamente em troca de salários que não dão conta dos altos custos de vida.

No 1o de Maio também lembramos e afirmamos todas as lutas de hoje: os grupos de economia e investimento comunitários; as cooperativas de produção e venda no campo e na cidade; os espaços de cultura, cursos de pré-vestibulares e de reforço escolar comunitários; as ocupações por moradia e trabalho; os grupos culturais, musicais e artísticos que resgatam as manifestações culturais populares; as mobilizações sindicais de base e independentes; a organização popular nas favelas contra a violência policial e as remoções; as lutas contra o racismo, o machismo, a homofobia e toda forma de opressão e preconceito, assim como os demais exemplos de solidariedade do povo organizado.

Por um 1o de Maio independente que resgate o verdadeiro sentido desta data. Um 1o de Maio de luta, motivação e estímulo para uma verdadeira organização do povo, rumo ao poder popular.

Centro de Cultura Social, Grupo de Educação Popular, Movimento das Comunidades Populares, Movimento dos Trabalhadores Desempregados “Pela Base!”, Organização Anarquista Terra e Liberdade, Organização Popular

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Bem Vindo!

Este é o site do Centro de Cultura Social do Rio de Janeiro. Aqui, plantaremos solidariedade para colher um mundo novo!

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